Na tarde do dia 23 de outubro de 1906, no Campo de Bagatelle, Paris (França), um brasileiro ganhou a taça Archdeacon, oferecida pelo Aeroclube da França ao primeiro homem que – numa máquina mais pesada que o ar e movida por seus próprios meios – voasse uma distância maior que 25 metros. Esse brasileiro, Alberto Santos Dumont, elevou-se no ar e num curto espaço de tempo realizou um vôo de quase 70 metros.
Em 4 de julho de 1936, o presidente Getúlio Vargas, através da Lei nº 218, com o intuito de eternizar o reconhecimento de todos os brasileiros para o feito memorável de Santos Dumont, instituiu o "Dia do Aviador", que a partir daí seria celebrado em 23 de outubro.
Avião da FAB quase colidiu com Boeing da Gol, mostra gravação
SÃO PAULO - Um avião da Força Aérea Brasileira
(FAB) quase bateu em um Boeing da Gol, segundo mostra gravação obtida
com exclusividade pelo “Fantástico”. Ela faz parte de um relatório de
perigo com timbre do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes
Aeronáuticos (Cenipa). As aeronaves estavam sobre a Amazônia, uma
região que, para muitos especialistas, tem a pior comunicação aérea do
país.
O piloto do esquadrão grifo - uma equipe de elite da FAB,
com base em Porto Velho (RO) e o instrutor, também da força aérea,
realizavam uma missão de treinamento no comando de um turbo hélice
tucano.
De repente, um susto enorme: bem perto deles, surgiu um Boeing 737 da Gol.
A
reportagem teve acesso a uma gravação de áudio de cinco minutos que
revela mais detalhes sobre o episódio. “O que aconteceu foi que o Gol
passou por cima da gente aqui, quase bateu na gente”, diz trecho da
gravação de áudio de cinco minutos.
Os documentos a que a
reportagem também teve acesso revelam que o incidente ocorreu no dia 18
de junho deste ano, sobre Rio Branco, no Acre.
Depois de
analisar o material, o especialista em segurança aérea Jorge Barros,
que já foi instrutor de vôo em aviões tucano, afirma: foi sorte não ter
acontecido mais uma tragédia na aviação brasileira. “Foi um incidente
muito grave. Houve uma proximidade muito grande, com risco alto de
colisão em vôo”, diz.
De acordo com os documentos, o avião da
Gol fazia o vôo 1938. Este vôo sai diariamente de Cruzeiro do Sul, no
Acre, e faz escalas em Rio Branco, Porto Velho, Manaus, Belém e
Fortaleza.
Documentario da Discovery sobre a tragédia do vôo da Gol 1907
Em 29 de setembro de 2006 um Boeing 737-800 SFP (Short Field Performance) da companhia brasileira Gol Transportes Aéreos, prefixo PR-GTD, com 154[1] pessoas a bordo, desapareceu dos radares aéreos às 16 h 48 min enquanto cumpria a etapa de Manaus (MAO) a Brasília (BSB) do vôo 1907. Os destroços do avião foram encontrados no dia seguinte, 30 de setembro, em uma área densa de floresta amazônica na Serra do Cachimbo, a duzentos quilômetros de Peixoto de Azevedo, na região norte do estado de Mato Grosso. Não houve sobreviventes, o que o classifica como o segundo maior acidente aéreo do Brasil, ultrapassando a tragédia do vôo Vasp 168, em 1982, em que morreram 137 pessoas no estado do Ceará. O presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva decretou luto oficial de três dias.
O sistema que custou 1,7 bilhão de dólares vive em pane, traz riscos para a aviação e não é capaz de vigiar a Amazônia
Leonardo Coutinho
AVIÕES-FANTASMA A foto ao lado mostra uma das telas de controle do Sivam. A imagem, feita em 2 de junho, exibe o espaço aéreo de São Luís, no Maranhão. Tudo o que aparece na cor laranja são informações falsas transmitidas pelos radares do sistema militar. Eles detectam aviões inexistentes. No momento em que a imagem foi captada, apenas um avião sobrevoava, de fato, a área. Ele aparece em verde (destacado pelo quadrado vermelho). No controle aéreo da Amazônia, esse tipo de falha, chamado de "pista falsa", é constante.
Presenciamos neste final de semana mais uma pane de fornecimento de energia nos radares da Terminal São Paulo, causando grandes transtornos para usuários do transporte aéreo em todo o Brasil.
A pane reascendeu a discussão sobre o uso do radar no controle de tráfego aéreo, pois foi passada a idéia de que o mesmo é uma mera ferramenta de apoio ao serviço do controlador de tráfego aéreo.
A ABCTA foi questionada sobre o assunto e cumprindo seu papel representativo dá luz ao assunto, conforme previsto em seu Estatuto:
Um ano depois do maior acidente da história do país, a tranqüilidade nos aeroportos contrasta com os bastidores do tráfego aéreo, que, segundo controladores, ainda enfrenta a falta de profissionais habilitado
Renata Mariz
Da equipe do Correio
As filas de embarque relativamente calmas e os saguões vazios dão a impressão de que muita coisa mudou no setor aéreo brasileiro. Nem de longe os aeroportos lembram o caos instalado durante a crise deflagrada pelo acidente da Gol, em setembro de 2006, e agravada pelo da TAM, em julho do ano passado. No rastro do colapso, ficaram denúncias alarmantes sobre a falta de segurança no ar e promessas anunciadas por autoridades do setor. O cenário mudou, de fato, nos aeroportos, mas nos bastidores do tráfego aéreo, a situação continua a mesma, segundo os controladores. A começar pelo número de profissionais, uma deficiência reconhecida publicamente pelos gestores da época. São cerca de 2.700, contra aproximadamente 2.600 daquele período.