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Nov 08 2007
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Publicado por ATCO Dias   
08 de novembro de 2007

Mudanças no controle de vôo

Brasília – O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse ontem que a transferência do controle de alguns vôos do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo 1 (Cindacta 1), em Brasília, para o Cindacta 2, em Curitiba, não causa problemas no tráfego aéreo nacional. “Essa é uma medida meramente administrativa para otimizar o sistema”, explicou.

FONTE: Estado de Minas
 

Após um ano, controle aéreo será descentralizado

Aeronáutica vai tirar do Cindacta 1, foco de resistência de controladores, monitoramento de parte dos vôos para Rio e SP

Geralda Doca


BRASÍLIA. Para descentralizar o controle do tráfego aéreo, concentrado no Cindacta 1, em Brasília — considerado o foco de resistência dos controladores de vôo —, o Comando da Aeronáutica começa no próximo dia 25 a redistribuir as áreas de monitoramento dos vôos no país. A primeira medida será retirar do Cindacta 1 dois setores do Estado do Rio: um que vai da região norte do estado até a divisa com o Espírito Santo e outro que abrange 60% do estado, uma parte de Minas Gerais (Belo Horizonte, Juiz de Fora, Barbacena) e o Vale Paraíba, em São Paulo, e é um dos cinco mais movimentados do país. Essas áreas passarão a ser de competência do Cindacta 2, em Curitiba.

Na prática, a medida atinge todos os vôos que vão para o Rio e não passam por São Paulo, como os que partem do Nordeste, do Centro-Oeste, de países do Cone Sul e da Europa e EUA.Não haverá mudanças na ponte aérea, que é uma área especial, controlada pelo centro de aproximação de Rio e São Paulo.
No início do ano, o Cindacta 1 deverá perder o controle do tráfego no Espírito Santo, que ficará com o Cindacta 3, em Recife; e o de Mato Grosso, que ficará com Manaus (Cindacta 4). Atualmente, todas as aeronaves que atravessam o país são controladas em algum momento pelo Cindacta 1, que responde por 80% do tráfego aéreo nacional. A intenção da Aeronáutica é reduzir essa participação para 50%.

Com as mudanças, o centro de controle de Curitiba poderá transferir vôos para Manaus e Recife, sem ter de falar com Brasília.
Um alto oficial da Força Aérea disse ao GLOBO que o principal objetivo da medida é retirar o foco de Brasília. Prova disso é que o limite de aviões que um controlador pode ter sob sua responsabilidade ao mesmo tempo, 14, não foi alterado.

A redistribuição das áreas, anunciada no início da crise em 2006, chegou a ser engavetada, mas com o recrudescimento do movimento dos controladores, a Aeronáutica decidiu pôr a medida em prática. Para isso, precisou fazer ajustes em centrais de comunicação e terá de reforçar o efetivo para não sobrecarregar outros centros.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Controle de Vôo, Jorge Botelho, a Aeronáutica está simplesmente trocando o problema de lugar.

Ele disse que o centro de Curitiba, responsável pela Região Sul e por Mato Grosso do Sul, tem apresentado problemas: — Estão jogando muita coisa para Curitiba, que pode apresentar em pouco tempo os mesmos problemas de Brasília.

Controladores relatam riscos de colisão em Florianópolis Controladores de Florianópolis relatam que, devido a um problema no radar, os aviões desaparecem da tela a oito mil pés (2.700 metros) e só reaparecem na reta final de aproximação da pista do aeroporto. A região é cercada de morros e há riscos de colisão. Segundo eles, esse tipo de problema vem sendo registrado diariamente no livro de ocorrências, sem que a Aeronáutica tome medidas.

No fim de semana, a Aeronáutica desativou os corredores especiais de tráfego aéreo, que ligavam São Paulo ao Nordeste e a volta, passando por Rio e São Paulo. A conseqüência, segundo controladores, é que o centro de controle voltou a ficar sobrecarregado e passou a adotar medidas de controle de fluxo.

O Centro de Comunicação da Aeronáutica (Cecomsaer) foi procurado mas não respondeu até ontem à noite. Sobre a denúncia dos controladores de Florianópolis, a assessoria admitiu que o problema existe por se tratar de uma região montanhosa que interfere no alcance do radar. Mas diz que não há risco porque foram criados procedimentos a serem seguidos pelos controladores e pilotos.

Fonte: O Globo de 03/10/2007

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Comentários (3)
Comentários em RSS
1. 08-11-2007 16:23
 
X-4000
"Para quem ainda não sabe, toda a área do RJ está agora sob jurisdição do ACC CW, desde o dia 25 de Outubro, e até a presente data as comunicações de planos de vôo geradas pelo sistema X-4000 ainda não estão completadas, devido a problemas na base de dados de Curitiba feitas pela empresa ATECH.  
Isso tem sido um inferno para nós CTA`S que tentamos manter o sistema funcionando, com toda a sua precariedade, e não encontramos condições satisfatórias para todos os problemas que hora fazem parte da rotina destes profissionais........"
Registrado
 
ATCO Dias
2. 08-11-2007 16:18
 
UM DIA DAQUELES
UM DIA DAQUELES QUE A GENTE NÂO VAI ESQUECER NA VIDA PROFISSIONAL!!!!!!! "[i]ontém(nov 07) a coisa ficou feia la no SBGL: assumimos o svç com todas as DEPs suspensas pelo ACC CW, devido tráfego e MET...Enquanto isso todo mundo pousava na RWY28......O ACC só liberou as DEPs às 2150 UTC e para piorar o X4000 cancelou todos os FPLs, mesmo a gente pedindo pelo amor de DEUS a Curitiba para não cancelar nenhum FPL do GL, mas não teve jeito, os planos foram todos cancelados no sistema e tivemos que criá-los um por um no x4000. Resultado: atrasos e muitos atrasos como eu nunca havia visto. teve tráfego que atrasou mais de 4 horas.[i]" 
 
 
Registrado
 
ATCO Dias
3. 08-11-2007 15:57
 
Cobertor curto
É necessário a contratação de pelo menos mais 197 controladores de vôo para o Cindacta 2”, alerta o presidente da CEI, deputado Cleiton Kielse (PMDB). Atualmente 224 controladores cuidam do espaço aéreo de todo o Paraná e dos estados vizinhos. Destes, 109 estão baseados no controle aéreo em Curitiba, 13 especificamente no aeródromo do Bacacheri, 26 no Centro de Controle de Aproximação — responsável por todos os vôos a partir de um raio de 100 quilômetros da Capital —, 20 na torre de controle, além de outros em atividades correlatas e controles em aeroportos do interior.
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Atualizado em ( 08 de novembro de 2007 )
 

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